A Arte da Escuta: O Que Grandes Entrevistadores Revelam Sobre Conexão Humana
Em um mundo de respostas rápidas, a entrevista se reinventa como ferramenta de empatia e descoberta - especialistas compartilham técnicas para além do óbvio.
Entrevistas: Muito Além de Perguntas e Respostas
Em julho de 2026, a arte da entrevista ganha novos contornos. Enquanto a inteligência artificial automatiza diálogos, jornalistas e psicólogos defendem que o verdadeiro poder da entrevista está na escuta ativa, na vulnerabilidade e no improviso. Conversamos com Ana Clara Silva, autora do livro ‘A Entrevista Essencial’, e Dr. Marcos Pereira, especialista em comunicação não violenta.
Para Ana Clara, o segredo está em ‘criar um espaço seguro para que o entrevistado se sinta visto, não julgado’. Ela ressalta que as melhores entrevistas nascem quando o entrevistador está disposto a se surpreender. Já Dr. Marcos destaca a importância de ‘silêncios estratégicos’: ‘Muitas vezes, o que não é dito revela mais do que as palavras.’
A técnica de Miriam Leitão de usar perguntas abertas é citada como exemplo. Em sua recente entrevista no Fórum Mundial de Comunicação, realizado em Brasília, Leitão demonstrou como uma pergunta simples pode desbloquear histórias profundas. O evento reuniu profissionais de Globo, Folha de S.Paulo e Estadão.
Outro destaque é a abordagem de Pedro Bial, que utiliza o humor e a empatia para desarmar celebridades. Sua conversa com Aline Barros, no podcast ‘Conversas do Cotidiano’, viralizou ao explorar temas de saúde mental sem sensacionalismo.
O desafio atual, segundo os especialistas, é equilibrar a rapidez das redes sociais com a profundidade necessária. ‘A entrevista não morreu, ela se adapta’, conclui Ana Clara. ‘Mas seu coração continua sendo a conexão humana.’
