O Fim do Scroll? Como as Redes Sociais Estão Redefinindo o Algoritmo
Com a queda do engajamento e críticas à polarização, plataformas como Instagram e TikTok testam feeds cronológicos e conteúdo local
Redes sociais em transformação
O modelo baseado em algoritmos de recomendação que dominou a última década está sendo questionado. Empresas como Meta e ByteDance enfrentam pressão de usuários e reguladores para reduzir a bolha informacional e o vício digital. Em resposta, o Instagram reintroduziu a opção de feed cronológico em 2022, e o TikTok testa exibição de conteúdo local em detrimento de tendências globais. Especialistas apontam que a mudança busca recuperar a confiança perdida, mas alertam para desafios técnicos e econômicos.
Impacto nos criadores de conteúdo
Influenciadores como Kim Kardashian e MrBeast podem ver mudanças drásticas no alcance. O novo modelo prioriza conexões reais, reduzindo o poder dos algoritmos que impulsionaram suas carreiras. A agência de marketing digital Omnicom projeta queda de 30% no engajamento de contas comerciais caso os feeds cronológicos se tornem padrão. Por outro lado, pequenos negócios podem se beneficiar de maior visibilidade local.
Regulamentação e futuro
A União Europeia, com o Digital Services Act, exige transparência algorítmica. Nos EUA, o Congresso debate leis para limitar recomendações a menores. O Brasil acompanha com o PL 2630, que tramita no Senado. Enquanto isso, o Twitter (agora X), sob comando de Elon Musk, anunciou que testará um feed exclusivo de seguidores pagos. A tendência parece ser de descentralização e maior controle do usuário, mas o modelo de negócios baseado em anúncios ainda depende de dados comportamentais.
