O Método de Entrevista que Revela Líderes Autênticos
Especialista em RH explica como perguntas abertas e escuta ativa transformam o processo seletivo e identificam talentos genuínos.
Entrevistas Profundas: A Chave para Contratações de Sucesso
Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, as entrevistas tradicionais estão dando lugar a abordagens mais profundas e humanizadas. A psicóloga organizacional Dra. Carla Mendes, referência em recrutamento, defende que o segredo está em fazer perguntas abertas e praticar a escuta ativa. Segundo ela, “muitas empresas ainda usam roteiros engessados, que não capturam a essência do candidato”.
Durante uma palestra recente no Congresso Brasileiro de Recursos Humanos, Carla demonstrou como uma entrevista bem estruturada pode evitar erros de contratação que custam caro às organizações. Ela citou exemplos de grandes empresas como Google e Nubank, que investem em treinamento de entrevistadores para garantir a diversidade e a inclusão.
“A pergunta ‘Conte-me sobre uma situação em que você teve que lidar com um conflito’ revela mais do que mil perguntas técnicas”, explicou a especialista. Além disso, ela destacou a importância de avaliar habilidades comportamentais, como resiliência e trabalho em equipe.
A pesquisa recém-publicada pela ABRH Nacional mostra que 70% das demissões ocorrem por problemas de adaptação cultural, e não por falta de competência técnica. Isso reforça a necessidade de entrevistas que explorem valores e propósito do candidato.
Tecnologia a Favor da Humanização
Ferramentas de inteligência artificial, como análise de vídeo e processamento de linguagem natural, estão sendo usadas para complementar a avaliação humana. No entanto, Carla alerta: “A tecnologia deve ser aliada, não substituta. A conexão genuína ainda depende do olho no olho”.
A entrevista, quando bem conduzida, é uma via de mão dupla: o recrutador avalia o candidato, enquanto o candidato avalia a empresa. Por isso, transparência e empatia são fundamentais. “Queremos contratar pessoas que serão felizes e produtivas. Isso só se consegue com diálogo sincero”, finaliza Carla.
