O Rei das Selfies: Como um Influenciador Faturou R$ 2 Milhões Vendendo Criptomoedas Falsas para Seguidores

Investigação revela esquema de marketing digital que prometia lucros exorbitantes com 'token do bem', deixando milhares de vítimas no prejuízo.

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O Rei das Selfies: Como um Influenciador Faturou R$ 2 Milhões Vendendo Criptomoedas Falsas para Seguidores

A Ascensão e Queda de um Fenômeno Digital

João Pedro Silva, conhecido como JP Rico, construiu um império nas redes sociais com vídeos de lifestyle, carros de luxo e viagens. Com 5 milhões de seguidores no Instagram e 2 milhões no TikTok, ele era considerado um dos maiores influenciadores do Brasil. Mas por trás das fotos de jatinhos e festas, escondia-se um esquema fraudulento.

Em janeiro de 2026, JP lançou o Token do Bem, uma criptomoeda que prometia financiar projetos sociais e render 10% ao mês para investidores. Em apenas três semanas, mais de 50 mil pessoas compraram o token, injetando cerca de R$ 2 milhões nos cofres do influenciador. No entanto, em fevereiro, o sistema simplesmente parou de pagar, e o token despencou 99% do valor.

A Polícia Federal e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriram investigação. Dias depois, JP Rico postou um vídeo chorando, alegando que foi hackeado e que não tinha culpa. Mas mensagens vazadas do WhatsApp mostram que ele planejava o golpe desde o ano anterior.

“Ele usou a confiança que os seguidores tinham nele para enganar pessoas simples, que depositaram suas economias”, afirma a delegada Ana Paula Costa, responsável pelo caso. Até o momento, JP está foragido, e sua localização é desconhecida.

Especialistas em marketing digital alertam: “nunca invista baseado apenas na aparência de sucesso de um influenciador; sempre verifique a credibilidade do projeto”, diz Carlos Mendes, professor de finanças da FGV. O caso de JP Rico serve de alerta para os perigos da influência digital sem regulação.

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